segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DESIGUAL CORAÇÃO

Minha parte maior
Que tudo ligou
Tudo sustentou
E você sem dor
Quebrou
Feriu
Magoou
E nem ao menos me explicou
O que de fato se torno
Nem o breu que me deu
Fez meu eu enxergar
Que nunca existiu verdade
Ou talvez
A única verdade
Que de fato proferiu
É que esse seu eu
Jamais existiu

11/11/2012
Rita Brito  

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Lágrima



Meu nariz mexeu
Coração doeu
Senti na alma
Aquela dor fadada
O olho piscou e ela caiu
O rosto do palhaço borrou
O lindo sorriso da menina calou
A rosa orvalhou
O céu acinzentou
O vento a levou
A dor se aconchegou
O silêncio reinou
O violão ecoou
O nariz congelou
Aos poucos foi descendo
A ladeira sinuosa
Encontrou alguns amigos
Disse: “oi” e foi embora
E desde então
O mar se tornou um poço
Tão pequeno quanto o esforço
Inundando todo aquele rosto
Do palhaço já tão morto
Quanto à alma
Daquele ser tão torto
Que nem mais o esboço
De se quer um sorriso morto
Tem na face estampado
Mas ainda tenha calma
Salvem as almas e as lágrimas
Os sorrisos e as falas
Os cantos e os encantos
Pois o palhaço morto
Morre a cada dia
Por todos os sorrisos
Que nunca lhe foram dados
E revive cada vez
Que esse tão somente alguém
O olha e diz: é com você que sou feliz.


  
17/08/2012
“Rita Brito”

Dia do Adeus


Dissemos Adeus no dia que nos conhecemos. Essa foi de fato nossa segunda palavra.
- Prazer... Adeus!
Nossos sorrisos pareciam buscar um refúgio, uma fortaleza para se esconder de tanto sofrimento e solidão. Sorrimos, você me deu sua mão e começamos a caminhar. Caminhamos ainda sorrindo, porém sabendo, que aquele sorriso era apenas passageiro, como um na vida do outro.
Sensações inexplicáveis a cada gesto, a cada olhar, a cada lugar... Tão fortes que até pareciam nos confundir. Mas seu olhar, aquele que saía do fundo do seu coração, me mostrava a cada dia que você jamais iria me amar.
Ainda vives a procurar o teu caminho e eu o meu. Caminho ao qual penso jamais encontrar, mas se ainda tens esperanças digo-vos que vá.
Vá, mas não tão longe. Vá para onde possa te ver... Ainda tenho esperanças de um dia te fazer me amar.
Nosso Adeus não é triste.  Não é de longe, pois nunca de fato estivemos perto. Não é de saudade, pois já a sinto desde antes. Não é de solidão, pois sempre te levarei dentro de mim.
Queria ter o poder de curar todas as tuas feridas, te tirar da solidão, preencher esse vazio eterno do teu coração, mas não tenho se quer o poder te fazer esquecer seus amores antigos.
Por instantes fosses meu presente, quase passado e jamais futuro. Pelo menos jamais até um dia descobrirmos que nosso Adeus foi o motivo de nossa história se tornar eterna, pelo menos em nossos corações.
Estarei na sua vida, até o dia que nosso Adeus se tornar de fato Adeus.


“RB”
12/08/2012

FIM DO COMEÇO


Porque o começo tem que ter um fim?
Você chega, faz morada e se vai sem ao menos dizer adeus.
(...)
Espaços são deixados...
Outras pessoas tentam preencher...
Ainda não permito.
Será mesmo que tudo sempre começa quando algo termina?
Se for isso que estiver acontecendo, preferia que nada acabasse. Preferia que você fosse o que foi nos primeiros dias. Acho que não gosto do você de hoje. Ou pelo menos não foi por ele que me apaixonei perdidamente apenas com um beijo. Esse você não me faz feliz pelo fato de simplesmente existir.
Cansei de tantos fins...
Fins de começos...
Fins de fins...
Mas o que fazer para não ter mais fins?
Desistir de viver?
Parece-me que essa é única solução.
Tudo se repete.
Nada se difere.
Tudo se tornou tão igual.
Pelo menos o ADEUS não foi igual.
Dizem que o adeus poético é vivido por muitos, mas esse é exclusivamente para você.



“RB”
05/08/2012


terça-feira, 21 de agosto de 2012

As Borboletas dos Seus Cabelos

Olhei sua beleza através do vidro.
Queria o mundo parar...
Mas as borboletas dos seus cabelos não deixaram.
Previ esse momento.
Sonhei com você, quis você.
Linda no vidro.
Reflexo de princesa, textura suave, borboleta cor de rosa tatuada em mim.
Rosa porque é grande e também a mais bonita.
Quero te chamar de minha.
Te pergunto: posso?
Você responde com a covinha do teu sorriso.
Tens todas as cores que preciso.
Vem ser...
Vem ser minha aquarela...
Minha cor, minha flor.
Vem ser minha e meu amor.
  


14/08/2012
“Rita Brito”

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Insosso

Hoje acordei, dei bom dia e procurei o gosto.
Gosto àquele que me levou até aqui...
Até o encontrei, mas estava perdido em algum lugar do ontem.
Quando se perde assim é difícil.
Não tem razão, pressão, tesão que o faça se achar.
Prefiro o gostoso, mas você insiste em ser insosso...
O que posso fazer?
Nada além de ver o vento passar.
Cuidado apenas para ele não me levar.
Pois se isso acontecer, vou fugir até o anoitecer.
Mas que estranho...
Como pode um palhaço se apresentar sem o rosto pintar?
Por isso não tem graça nem gosto, tem apenas desgosto.
Confundo-me.
(...)
Cadê meu carinho?
E aquele bilhetinho?
Nossa! Já nem sei mais o que tinha escrito.
E você? Onde está?
Em qualquer lugar menos aqui.
Ops! Acho que errei de novo.
Não! Apenas soltei de novo.

  
13/08/2012
“RB”

Seus Longos Cabelos

Esses seus longos cabelos, que falam mil palavras quando se mexem.
Longos não por completo, pretos não totalmente. Longos como suas pernas e seus braços. Longos como você. Envolvo minhas mãos e me vem o medo. 
Quanta beleza reunida apenas em um ser.
O olhar mais brilhante que uma estrela.
O sorriso mais lindo que já vi.
Como pode ao primeiro toque desejar que fosse para sempre?
Desejei perder-me em cada curva do teu ser.
Beleza que jamais antes vi, jamais imaginei desejar, jamais imaginei querer me pertencer.
Agora me pergunto o que fazer?
Como não querer e não pensar se quero e penso cada milésimo de segundo do dia?
Vejo-te como uma rosa rara, que tenho medo de tocar para não machucar.
Mas mesmo assim queria te levar comigo, pra enfeitar o jardim da minha vida que nunca brilhou tanto antes de você chegar.
Se eu pudesse, te roubaria pra mim...
Se eu pudesse te faria feliz...
 

Inspiration “NC”
06/08/2012
“RB”