terça-feira, 21 de agosto de 2012

As Borboletas dos Seus Cabelos

Olhei sua beleza através do vidro.
Queria o mundo parar...
Mas as borboletas dos seus cabelos não deixaram.
Previ esse momento.
Sonhei com você, quis você.
Linda no vidro.
Reflexo de princesa, textura suave, borboleta cor de rosa tatuada em mim.
Rosa porque é grande e também a mais bonita.
Quero te chamar de minha.
Te pergunto: posso?
Você responde com a covinha do teu sorriso.
Tens todas as cores que preciso.
Vem ser...
Vem ser minha aquarela...
Minha cor, minha flor.
Vem ser minha e meu amor.
  


14/08/2012
“Rita Brito”

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Insosso

Hoje acordei, dei bom dia e procurei o gosto.
Gosto àquele que me levou até aqui...
Até o encontrei, mas estava perdido em algum lugar do ontem.
Quando se perde assim é difícil.
Não tem razão, pressão, tesão que o faça se achar.
Prefiro o gostoso, mas você insiste em ser insosso...
O que posso fazer?
Nada além de ver o vento passar.
Cuidado apenas para ele não me levar.
Pois se isso acontecer, vou fugir até o anoitecer.
Mas que estranho...
Como pode um palhaço se apresentar sem o rosto pintar?
Por isso não tem graça nem gosto, tem apenas desgosto.
Confundo-me.
(...)
Cadê meu carinho?
E aquele bilhetinho?
Nossa! Já nem sei mais o que tinha escrito.
E você? Onde está?
Em qualquer lugar menos aqui.
Ops! Acho que errei de novo.
Não! Apenas soltei de novo.

  
13/08/2012
“RB”

Seus Longos Cabelos

Esses seus longos cabelos, que falam mil palavras quando se mexem.
Longos não por completo, pretos não totalmente. Longos como suas pernas e seus braços. Longos como você. Envolvo minhas mãos e me vem o medo. 
Quanta beleza reunida apenas em um ser.
O olhar mais brilhante que uma estrela.
O sorriso mais lindo que já vi.
Como pode ao primeiro toque desejar que fosse para sempre?
Desejei perder-me em cada curva do teu ser.
Beleza que jamais antes vi, jamais imaginei desejar, jamais imaginei querer me pertencer.
Agora me pergunto o que fazer?
Como não querer e não pensar se quero e penso cada milésimo de segundo do dia?
Vejo-te como uma rosa rara, que tenho medo de tocar para não machucar.
Mas mesmo assim queria te levar comigo, pra enfeitar o jardim da minha vida que nunca brilhou tanto antes de você chegar.
Se eu pudesse, te roubaria pra mim...
Se eu pudesse te faria feliz...
 

Inspiration “NC”
06/08/2012
“RB”

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pedaços de Você


Queria eu ter um pedaço de você. Um só que fosse...
Se o tivesse talvez tudo fosse diferente.
Se o tivesse você estaria aqui todo o tempo.
Se tivesse uma mão sua, a faria segurar a minha para que eu não mais sentisse insegurança.
Se tivesse sua boca, passaria o dia inteiro a escutar ela dizer o quanto eu sou especial pra ti.
Se tivesse seu pé, apoiaria o meu sobre ele e dançaria uma música.
Se tivesse um pedaço do seu coração, guardar-me-ia dentro de um lugar onde eu jamais pudesse sair.
Pergunto-me porque dentre tantas pessoas e tantos pedaços eu vou querer logo os seus?
Guardei os meus a sete chaves até meus vinte e cinco anos e hoje não consigo entender por que cada dia que passa você tira um deles do baú. Como isso pode acontecer se eu nunca te dei a chave? Será que não os dei antes porque eu jamais tive a chave? Será que você é chave?
Se tenho sonhos, você está neles. Se adormeço é por causa do seu cafuné. Se frio sinto é porque você não está perto. Meu sorriso a cada manhã é única e exclusivamente pra você.
Dói não ter seus pedaços pra poder guardá-los em uma caixa com um lindo laço cor de rosa. Mas dói ainda mais o que me leva a perceber que não os tenho...

Dói quando...
...Você me beija e não é a mim que estais a beijar...
...Me olha e não é para mim aquele olhar...
...Me toca e não é a mim que de fato querias tocar...
...Pensas e não em mim que estais a pensar...

(...)

Percebo... E então, finjo não sentir, minto não querer, nego não estar, mas no fundo continuo a desejar.

Desejar, apesar de não saber ao certo merecer...
Desejar esse tão pequeno/grande pedaço que é você.

  
29/07/2012
“RB”

segunda-feira, 30 de julho de 2012

POEMA AO MUNDO QUE VIM

Minha vida
Minha cor
Meu amor

Estrela brilhante
Que de tão longe brilhar
Perto de mim veio ficar

No dia
Na hora
Não sensata
Mas exata
Um caminho se trilhou

Tantos nãos
Quantos vãos
Um abraço preencheu

Eu
Você
Um dois mais que mil
Que de tanto sofrer
Já quase virou um

Meu amor
Verde meu amor
Ficou por teus olhos olhar

Como diz a canção:
Não sei se o mundo é bom
Mas ele ficou melhor
Quando você chegou
E perguntou:
Tem lugar pra mim?

Quando para esse mundo vim
Pensei jamais encontrar
Não somente você
Mas um sorriso assim
Que poderia eu até morrer
Se ele viesse um dia não ser para mim

A vida quando não vivida
Perde-se nas ruas,
Nas chuvas sem fim
Embora a partir de hoje
Eu jamais viva
Morrei pois feliz
Por ter vivido assim
Um pedaço de minha vida
Mesmo que pequeno
Ter sido tão somente para Ti

Saiba pois
Que para o amor não existe ADEUS
Se um dia você para longe for
Não me diga ADEUS
Pois por mais que tu queiras
Jamais conseguirias
Abandonar meu humilde coração

Esse mundo que não é meu
Não seria mundo
Se não fosse você.


Rita Brito
05/01/2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

4 ANOS SEM VOCÊ

Um, dois, três e agora quatro. Quatro anos sem você.
Os dias foram se passando como se passa página de revista quando apenas se quer ver as imagens.
Arvores crescendo, o sol se pondo, pessoas chegando e outras indo embora.
Às vezes me pergunto por quê?
Será que a vida é mesmo assim tão ingrata, que fez você não poder me levar ao altar?
Será que eu não merecia ver seu orgulho expressado através do brilho no olhar em minha formatura?
Talvez seja melhor não me questionar.
(...)
Ainda penso em você todas as noites. Peço sua bênção, fecho os olhos e adormeço.
Custo acreditar que foi como foi... Que não pude dizer-te ao menos “até logo” quanto mais “eu te amo”.
Quando volto ao lugar que vivemos durante anos, espero ver na entrada meu livro de José de Alencar edição de 1971 escorando a porta para que eu não tivesse se quer o trabalho de ter que girar a maçaneta. Procuro-o por cada cômodo, cada lugar em particular que me lembra você ao extremo. Por um segundo fico feliz ao achar que estais para chegar do trabalho como todos os dias fizestes. Então, a hora chega! Mas você não vem. Não vem porque já se foi. E se foi há exatos 1.460 dias.
Esses dias estava pensando e cheguei à conclusão de que a vida não passa de um intervalo. Sim, um mero intervalo, como de escola mesmo. Onde uns correm, pulam, comem, cantam e outros sentam-se, quietos, vendo tudo que os outros fazem, porém, sem de nada participar.
Não pedimos para nascer e muito menos para morrer, mas de tudo é só que temos certeza: se estamos aqui é porque um dia iremos embora.
E entre esse começo e fim o que fica é o intervalo de tempo. Lugar onde vivemos. Nada sabemos o que antes se passou e nem o que virá depois. Me entristece ver que tantos ainda insistem em passar esse intervalo apenas olhando, admirando, sem nada fazer, sem nada aproveitar, sem nada viver.
Para alguns é longo, para outros é curto demais, pra você eu queria que tivesse durado a quantidade exata que o meu fosse durar. Mas não podemos escolher.
Saudades? Nunca deixarei de sentir ou pelo menos sentirei até o dia que te reencontrar. Não sei o lugar, nem a hora, mas até lá, minhas orações são para que esteja bem.
Agradeço todos os dias por ter feito parte do seu intervalo. Por todas as coisas que me ensinastes até mesmo quando nada falastes.
Agradeço todos os dias por poder ter te chamado um dia de PAI.


            “RB” 25/07/2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Penhasco

Passo o dia a me perguntar, como não ter medo de amar? Não ter medo de sentir...
Sinto, pois, algo que jamais imaginei existir. E agora? Devo fugir?
Fugir de sonhar sem ao menos ter que fechar os olhos? Fugir de sair do mundo toda vez que os lábios se tocam? Não tentar viver a plenitude do carinho? Devo correr para longe de alguém que ao tocar minha pele faz o coração palpitar, as mãos suarem e os olhos se fecharem? Devo? Ou devo ficar? Tremer mais e abrir os olhos sem medo de tudo isso ser um sonho?
Tantos anos na espera inconsciente de algo, alguém, palavras, gestos...
Acordo e acho que o mundo talvez esteja me pregando uma peça... Pois se isso for, não existe quebra-cabeça que ela se encaixe como não existe explicação para um simples dia, ao por do sol, no primeiro lugar duas vidas se encontrarem.
Se existe explicação, ainda não a encontrei, talvez por não a procurar, talvez por simplesmente querer apenas viver...
Cada bom dia vindo desse alguém faz meu dia brilhar mais que o mais claro raio de sol da primeira manhã de primavera.
Cada abraço me tira as pernas e o cheiro me segura para que eu não caia pela falta do chão.
Penhasco? Escolhe algo mais alto. Meu medo de altura trazido da infância não será capaz de me fazer desistir se estiveres segurando minha mão. 
O que espero/quero de você? Não é nada complexo. É apenas você. E o quero de uma forma que não se pode explicar aos normais.
Se fico contigo essa noite? Digo-vos que não. Não essa noite, não apenas essa noite. Mas todas as noites que a vida nos permitir.
Medo? Tenho muitos. Mas vou me conter, para que nenhum deles me faça ir para longe de você.
Afinal de contas, ainda quero viver todas as sensações que os 15 nos proporciona mesmo já tendo chegado aos 25.


 
11/07/2012
“RB